quinta-feira, 1 de abril de 2010

Voltar ou ficar mais tempo?

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E aí pessoal! Tudo bem? Desde o nosso último post até hoje muita coisa já rolou né... Tenho certeza que uma galera já voltou e que muitos estão quase pra voltar e estão na dúvida. Fico ou não mais um tempo por aqui... No nosso post de hoje vou falar um pouquinho dos motivos que me fizeram ficar e que eu realmente não me arrependi em nenhum momento.

Por essa época, há dois anos atrás, eu estava na dúvida se ficava mais um pouco ou se voltava para o Brasil. Tinha começado a namorar durante o intercâmbio e não estava nem um pouco a fim de me separar dele naquele momento... hehe Mas acabei colocando na balança todos os prós e contras.

O que me fazia ter mais pressa de voltar era a minha formatura, afinal faltava apenas um ano pra isso acontecer e eu sabia que era muito importante pra mim. O que de fato é verdade, mas eu sabia que a minha faculdade continuaria no mesmo lugar e que, independente de voltar naquele momento ou não eu iria me formar. Claro que você tem que levar em conta se já trancou o seu curso em outros momentos, porque perder a faculdade por alguns meses a mais de EUA não vale a pena mesmo. Tenho alguns conhecidos que deixaram a faculdade aqui no Brasil faltando apenas 6 meses pra se formar. Na minha opinião acho uma loucura, mas isso depende muito do seu ponto de vista e dos objetivos que você tem na sua vida. Hoje estou formada e vejo que isso não alterou em nada, muito pelo contrário me ajudou a passar em um processo de trainee, por ter uma experiência de mais tempo fora.

A saudade dos meus pais também contava e muito para me fazer querer voltar... Isso é, mais uma vez, questão pessoal. Você tem que ver se agüenta mais um tempo longe, porque depois que você volta, em duas semanas tudo volta ao normal... (quando me diziam isso eu não acreditava muito, mas é verdade... hehe) aí começa a saudade da vida que você leva aí.

Outro aspecto que eu considerei pra ficar mais um tempo era que eu ainda não tinha cumprido todos os meus objetivos pré-viagem, como conhecer outros lugares e ficar mais confiante quanto ao meu inglês, eu sabia que ficando mais um tempo a quantidade de brasileiros diminuiria e assim o contato com o português também.

No meu caso, valeu e muito a pena. Apesar das noites sem dormir, na eterna dúvida se ficava ou não, hoje, olhando pra trás vejo que valeu a pena cada dia a mais que passei por lá. Até hoje morro de vontade de voltar mas sei que a vida tomou outros rumos e que agora é muito mais complicado voltar!

Espero ter ajudado em alguma coisa e que vocês tomem a melhor decisão!!!

Um grande beijo,

Antônia

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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Enjoy!

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Oi pessoal! Estamos um pouco sumidos mas isso não quer dizer que esquecemos de vocês. A essas alturas muitos já devem estar em seus destinos, alguns ansiosos pelo embarque, outros querendo voltar porque não aguentam de tanta saudade do Brasil e ainda aqueles que não conseguiram ir este ano e já estão contando os dias pra irem no próximo.

O post de hoje tem como objetivo lembrar a vocês que estão por aí de se divertirem ao máximo. Aproveitem muito esses meses de EUA pra aprender inglês, conhecer gente nova, fazer novos amigos, conhecer lugares novos... enfim cumprir todos os objetivos que vocês colocaram antes de embarcarem.

Com certeza alguns estão passando por um período complicado de adaptação, isso é normal, afinal de contas são muitas mudanças, um choque cultural enorme, mas não desanimem. Voltar pra casa antes do tempo é algo que deve estar fora dos planos de vocês, a não ser em casos extremos como problemas de saúde ou outras coisas que impeçam realmente vocês de ficarem.

Esses meses deixarão lembranças que vão ficar pra sempre na memória de vocês, já faz dois anos que fui e não tem um dia que não me lembre dos momentos maravilhosos que passei, porque pode ter certeza que os momentos de perrengue vão ficar armazenados em um lugar beeeem escondidinho e nos raros momentos que eles forem lembrados serão motivos de muita risada!

Aproveitem muito, tirem muitas fotos e depois nos contem como foi essa experiência! Estamos aqui torcendo pra que dê tudo certo e que vocês voltem cheios de novidades!

Um abraço,

Antônia

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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Dicas sobre o "Pocket Money"

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Separar uma grana pra não passar apuros nas primeiras semanas nos Estados Unidos é fundamental para que o intercâmbio tenha altas chances de dar certo. Quando eu fui, em 2006, levei quase $1.500 e, pra mim, foi suficiente. Cheguei na cidade onde fui morar, sem lenço e sem documento, só sabia que tinha emprego garantido, e foi uma luta para me ajeitar. Por isso, essa grana inicial é super importante para muitos imprevistos que irão aparecer nos primeiros dias. Quem vai pelo programa independent, sem emprego certo, deve se precaver ainda mais, levando também um bom cartão de crédito.

Acredito que muitos já saibam como comprar dólares no Brasil, mas sempre vale lembrar as opções. A moeda é vendida nas casas de câmbios e em agências do Banco do Brasil. Nesses dois locais, o dólar é sempre mais caro, cotado a preço de mercado, com a cotação do dia. Uma boa dica é procurar as agências de turismo por onde se está fazendo o programa e verificar com o agente onde se encontra dólar mais barato. A própria empresa costuma vender. Outra alternativa é procurar pessoas que já fizeram intercâmbio. Muita gente vem dos Estados Unidos e vende os dólares aqui. Quem conhece alguém, verifique se a pessoa está vendendo. Lembrando que é bom ficar de olho na cotação. Essa semana o dólar teve uma das cotações mais baixas dos últimos anos.

Na viagem, não coloque o dinheiro todo em um só lugar. Divida a quantia nas malas, no bolso, na bolsa de mão e na bolsa que se coloca na cintura para evitar qualquer roubo. Geralmente, a agência de viagens oferece essa bolsa para colocar na cintura, em baixo da calça. Fica imperceptível. Eu acredito que o melhor é dividir o dinheiro, porque se houver algum imprevisto, você não ficará sem nada. Mas é sempre bom pensar que tudo vai dar certo, e seguir com o pensamento positivo, nada de demonstrar que está carregando uma quantia mais alta de dinheiro e nem ficar dando mole pelas ruas e aeroportos.

Decidindo a quantia que levará em cash, é hora de ir ao banco e escolher um cartão de crédito internacional, que seja aceito nos Estados Unidos. Verifique também o limite do cartão. Como a moeda lá vale bem mais que a nossa, suba esse limite ao máximo. Mesmo que a compra não seja efetivada com o cartão, ele será necessário para garantir o pagamento em dinheiro, como no aluguel de imóveis e automóveis. Ah, outra coisa importante: pra comprar ingressos de show, por exemplo, só o cartão de crédito costuma ser aceito.

Então, converse com seus pais, veja um bom cartão e já avise que talvez precisará usá-lo. Mas utilize só em último caso mesmo, porque com o dinheiro você acaba gastando menos, pois não vai pagar taxas extras. A quantia ideal a ser levada varia conforme o gosto do freguês. Quem está a fim de faturar por lá e tem o emprego garantido, deve levar o necessário para os primeiros 15 dias. Geralmente, o pagamento nas empresas americanas é feito quinzenalmente. Acredito que a menor quantia a ser levada não pode ser inferior a $1.000. Mas se você tem condições de levar mais, leve. Quanto mais, melhor!

Saber o local onde vai morar e em qual cidade vai ficar é super importante. O intercâmbio em grandes cidades, como LA, Miami, NY e Boston, exige mais dinheiro, os gastos são maiores. Já quem vai pra resorts e estações de esqui, gastará menos. A lógica do custo de vida lá é a mesma daqui: quanto maior a cidade, maiores são as despesas.

Atenção também para o dinheiro da viagem. Leve uma quantia em reais (cerca de R$500) para usar no trajeto de ida e volta ao Brasil. Use os dólares somente quando por os pés nos Estados Unidos. Sendo econômico e não perdendo a cabeça, o dinheiro dá tranqüilo para o início do programa. E mais uma coisa, não compre eletrônicos e nem faça extravagâncias com a quantia que você levou do Brasil. Use o seu salário para ir às compras, afinal nada melhor que gastar o seu próprio dinheiro, sem depender de ninguém. Isso é, com certeza, um dos maiores prazeres do intercâmbio.

Abraço e até o próximo post.

Joarle

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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Como permanecer nos EUA sem ficar ilegal após o término do programa?

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Oi pessoal! O nosso post de hoje é sobre um assunto bem interessante. Quando eu fui fazer meu intercâmbio eu tinha certeza mais que absoluta que em 3 meses estaria de volta ao meu querido país. No entanto com o passar do tempo eu fui adorando a idéia de estar nos EUA e resolvi ficar mais um tempo por lá. Nesse momento veio a pergunta clássica na minha cabeça: como fazer para permanecer nos EUA sem ficar ilegal?

Eu realmente não sabia como fazer isso e muito menos que era possível até eu conversar com algumas pessoas que já estavam lá por algum tempo. Funciona mais ou menos assim: inicialmente você tem o J1, visto concedido para estudantes estrangeiros permitindo o trabalho por 3/4 meses e mais um mês viajando. Quando estava acabando o meu limite para ficar por lá, mais ou menos um mês antes de ter q vir embora eu mandei uma carta para o consulado americano solicitando a troca de J1 para o de turista (não me recordo qual a categoria especificamente), para isso tive que mandar uma carta redigida por mim falando sobre os meus motivos que me faziam querer ficar.

Nesse caso quanto mais documentação você mandar melhor, porque eles querem saber qual a sua condição financeira no país de origem e essas coisas todas pra mostrar que você não é um daqueles que pretendem ficar por lá a perder de vista. Quando decidi fazer isso eu já sabia que a resposta desta carta demoraria mais ou menos 3 meses pra vir, que era o tempo a mais que eu queria ficar. Por isso não mandei muito documentos e acabou sendo negado o meu pedido, mesmo assim eles me deram mais um mês para eu sair do país. Ou seja, eu consegui mais 4 meses por lá sem caracterizar ilegalidade. Ah! Lembrando que você tem que pagar uma taxa também e mandar o comprovante junto com toda a documentação.

Outra hipótese também é solicitar a extensão como estudante. Eu aconselho este para quem deseja ficar mais que 4 meses adicionais por lá, por questão de segurança, porque ficar ilegal não é nada bom. Nesses casos você tem que pagar uma taxa maior e apresentar o comprovante de pagamento dos seus estudos por 6 meses, ou demonstrar como que você vai financiar isso. É mais caro mas dá mais tempo pra você.

Talvez aqui tenha ficado um pouco confuso mas mandem e-mails com as suas dúvidas ou comentem aqui que vamos responder assim que possível. O objetivo maior deste post é mostrar que existem alternativas pra você permanecer por lá sem precisar ficar ilegal, o que pode atrapalhar e muito você mais tarde. Espero ter contribuído com alguma coisa!!

Um grande beijo,

Antônia

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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Escolhendo o carro certo para andar na neve

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Olá pessoal, gostaria de apresentar a vocês o mais novo integrante da equipe do blog, Joarle Magalhães. Ele é de Minas Gerais, jornalista e realizou o work and travel na temporada de 2006/7. Grande abraço a todos e aproveitem o conteúdo de mais um experiente intercâmbista work and travel USA. Leandro.

Esse assunto é sério e merece bastante atenção. Andar de carro sobre a neve é extremamente perigoso e é preciso tomar muito cuidado. Nos Estados Unidos, alugar um automóvel não é complicado, mas exige alguns requisitos. É preciso ter cartão de crédito, por exemplo. Geralmente, os intercambistas se unem em grupos de cinco ou sete pessoas e o aluguel do carro, por um final de semana, fica bem mais barato. Os valores de locação variam muito conforme o modelo do veículo, mas com a divisão do preço entre os membros fica fácil pagar. O preço não deve ultrapassar $40 pra cada, durante o final de semana.

E o carro é a melhor opção como meio de transporte. Avião só vale a pena para longas distâncias, como ir de Los Angeles pra Miami. Trem também é uma boa opção, mas não para fazer turismo. E nem todas as cidades oferecem esse tipo de transporte. Fuja dos ônibus interurbanos, param em muitas cidades e a viagem é sempre mais demorada e cansativa. Quando for viajar para curtas distâncias, o aluguel de carro é mesmo a melhor opção. Chame um grupo de amigos e faça o roteiro da viagem. O passeio será bem melhor com a independência oferecida pelo carro no deslocamento.

Quem fará o intercâmbio em uma região de neve, tem que ser esperto na escolha do veículo. O carro mais bonito (e são muitos) nem sempre é o mais recomendado. Dirigir sobre a neve é muito perigoso! Falo isso por experiência própria. Já fiquei preso numa rua onde o asfalto estava congelado e, por sorte, não bati com o automóvel em uma montanha de gelo.

Antes de fazer a viagem e alugar um carro, verifique a previsão do tempo. Lá nos EUA, a previsão é muito precisa e eles conseguem dar as condições do tempo com bastante antecedência. Eles são fissurados nisso e há muito mais tecnologia que no Brasil para antecipar o clima. Veja por quantos dias vai precisar do carro, quantas pessoas irão, quem serão os motoristas. Se for cair uma tempestade de neve, não viaje, porque as estradas irão fechar e será bem difícil dirigir nessas condições.

A melhor opção de veículo para andar em região de neve é o automóvel que possui controle de tração nas quatro rodas, pneus especiais e freios ABS. Converse com o locador e veja o que ele recomenda. Muita gente usa corrente nas rodas, mas o melhor mesmo é a tração automática. Colocar as correntes pode ser extremamente complicado para quem não está acostumado a fazer isso. Outra coisa: as locadoras não oferecem correntes.

Em qualquer cidade americana, existem muitas lojas de aluguel de veículos. O preço da locação varia muito conforme a empresa, o modelo do carro e os recursos disponíveis. Um carro com tração é mais caro, mas vale a pena pela segurança. Na época em que morei lá, o aluguel por um dia variava entre $50 e $120. Na hora de locar o veículo, além do cartão de crédito, exigido na maioria das locadoras, será necessário apresentar a carteira de motorista. A do Brasil é aceita sem problemas. É necessário preencher uma ficha com dados do motorista. Se for um grupo de pessoas, mais de um pode ser cadastrado. Isso é preciso por causa no seguro, em caso de acontecer algum acidente. Outra dica é escolher o motorista que tem mais experiência na direção e o que for mais velho, pois isso barateia o custo no aluguel. Geralmente, maiores de 25 anos conseguem pagar mais barato.

Os acidentes na neve são comuns, justamente porque as pessoas não tomam as devidas precauções. Quando estive na Califórnia, na região de Lake Tahoe, onde fiz meu intercâmbio, sempre tinha notícias de alguém que havia se envolvido em um acidente. Inclusive um mexicano que lavava pratos no restaurante em que trabalhei. O carro dele bateu em uma máquina de tirar neve da estrada e não sobrou nadinha, só ele mesmo, que teve alguns cortes e arranhões. Mais uma vez repito: é extremamente perigoso dirigir sobre a neve. Se estiver nevando, vá devagar, com calma, acenda os faróis e use a tração do veículo. A maioria dos carros tem câmbio automático, por isso, uma freada brusca pode fazer o carro rodar e até mesmo capotar.

Há estradas que fecham quando grandes tempestades de neve caem. Para quem trabalha numa estação de esqui, isso é bem comum e pode atrapalhar a rotina de trabalho. O momento mais perigoso, para os locais onde a neve não foi retirada, é quando o asfalto congela, tornando a pista extremamente escorregadia. Nesse caso, é impossível controlar o carro. Não passe de jeito nenhum nesses locais. O veículo perde o controle e não há nada que segure. A batida é certa, fora o risco de acabar se machucando.

Portanto, no momento de escolher o carro de neve, o principal é verificar se o veículo tem tração nas quatro rodas e escolher um modelo mais alto, preparado para enfrentar imprevistos. Não esqueça de verificar se o aquecedor funciona bem, pois será usado com freqüência, deixe os vidros sempre fechados. Quando sair da locadora, verifique se o carro possui o limpador de pára-brisa manual (avulso), porque será necessário, caso o vidro congele. Mais uma coisa: respeite o limite de velocidade, há radares e viaturas policiais por todos os lados, e não beba em hipótese alguma se estiver dirigindo. Isso dá cadeia na certa e, no mínimo, dois dias no xilindró e uma multa enorme pra pagar.

Aqui nesse link http://www.rodao.com.br/noticia.php?idn=8951 há outras informações sobre os cuidados necessários para dirigir na neve.

Joarle

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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Série Eu fui! Estação de Esqui na Califórnia

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Continuando o post anterior, onde eu contei da minha primeira experiência do work and travel... No ano seguinte eu quis ir para um local bem diferente da primeira vez e por isso escolhi a neve! Fui trabalhar em um ski resort no norte da Califórnia (pertinho de Lake Tahoe) como server do restaurante de dentro do hotel do resort.

Adorei a experiência de morar na neve, me adaptei muito bem ao frio. Aliás, tendo as roupas adequadas é tranqüilo, só é preciso fazer um certo investimento nisso para poder passar a temporada no frio de uma maneira agradável. Tentei fazer snowboarding e ski mas não tive muita paciência e logo desisti... hehe

Assim como o meu outro trabalho, este era bem cansativo também pelo fato de que eu não parava também. Mas era recompensador pois eu trabalhava num restaurante meio chique e assim ganhava muita tip. Acabei ganhando bastante dinheiro com isso! Consegui guardar o dinheiro que havia gasto pra pagar o programa, comprei bastante roupas e eletrônicos e ainda viajei bastante.

Assim como no outro intercâmbio eu fui com o meu namorado e depois dos 4 meses de trabalho nós decidimos passar 20 dias viajando pelos EUA. Foi uma viagem inesquecível. Começamos a viagem fazendo toda a costa da Califórnia de carro, passando por cidades como São Francisco, Monterey Bay, Los Angeles e muitas outras. Ficamos uns dias em Los Angeles e depois fomos para Las Vegas onde ficamos mais alguns dias. Depois disso, pegamos um avião para NY e ficamos durante o restante da viagem, até retornar para o Brasil.

Foram 5 meses maravilhosos onde aprendi muito, conheci muitos lugares que sonhava em ir. Além disso, fiz muitas amizades (amizades verdadeiras que cultivo até hoje e tento rever as pessoas sempre que posso) e hoje sinto-me muito mais independente, mais adaptável às mais diversas situações e certamente muito mais preparada para o futuro.

Espero que vocês tenham gostado das minhas histórias e que vocês tenham ótimas experiências assim como eu!

Até a próxima!

Amanda

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segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Série Eu Fui! Intercâmbio em Orlando, FL

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As experiências do work and travel foram ótimas! Hoje vejo o quanto eu mudei, amadureci e cresci nos meus dois intercâmbios.

Na primeira vez fui para Orlando, FL. Comecei trabalhando como hostess em um restaurante (Chili’s) dentro do aeroporto internacional de Orlando e depois virei server neste mesmo restaurante.

Foi muito interessante a minha chegada em Orlando pois o meu empregador havia reservado um hotel pros intercambistas ter onde ficar no começo de tudo e, ele falou que o hotel era do lado do aeroporto. Quando cheguei lá, o do lado para aquela cidade enorme era uns 2 – 3 km… e o hotel ficava no meio da Highway (tipo as BR dos EUA) e no meio do nada! Fiquei apavorada! Depois de andar muito eu achei um orelhão e fui fazer a famosa ligação pra casa pra avisar que já havia chegado. Quando ouvi a voz da minha mãe chorei muito, pelo desespero de não ser o que eu havia imaginado e por ser tudo novo, me deu um medo de que eu talvez tivesse tomado a decisão errada em ter ido fazer o work and travel.

Claro que esta situação durou alguns instantes apenas. Logo comecei a me organizar, a conhecer o pessoal que estava ali como eu e fui me adaptando normalmente e tranquilamente.

O trabalho era bem legal pois estava em contato o tempo inteiro com os clientes e isso foi ótimo para o meu inglês (aperfeiçoar o meu inglês era meu principal objetivo nesta primeira viagem). No entanto, o restaurante onde eu trabalhava havia muito movimento e por isso eu não parava, ou seja, era extremamente cansativo.

Meus days off lá eram maravilhosos! Aproveitava para ir pra Disney, Busch Gardens, Downtown Disney, outlets e muitos outros entretenimentos que Orlando oferece! Por ser uma cidade turística sempre tem muita coisa pra se fazer!

Quanto ao dinheiro, eu fui bem responsável quanto a isso e guardei todo o dinheiro do programa para devolver o investimento e ainda sobrou bastante dinheiro onde resolvi gastar em compras, muitas compras! Hehe

Enfim, foi uma experiência extremamente enriquecedora pelo fato de morar sozinha pela primeira vez, de aprender a cuidar de mim mesma, ganhar fluência no inglês, viver em novos ambientes, conhecer lugares lindos...

Amanhã eu conto da minha outra experiência de intercâmbio! Até lá!

Amanda

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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Nova Série: Eu fui!

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Bom, vou tentar escrever pouco, mas acredito que será difícil falar pouco sobre o “time of my life”. Sobre a experiência que mudou a minha vida.

Em agosto do ano passado resolvi fazer o work andtravel usa, e tinha muitas dúvidas sobre onde ir e que tipo de programa fazer. Quando me inscrevi era “independent” e iria pra Las Vegas, mas acabei ficando com medo da crise e mudei o meu programa, saindo do Brasil com um emprego. Depois de mais dúvidas, resolvi ir pra Orlando, sozinha. Trabalhei no Orlando World Center Marriott, o maior Marriott do mundo, com 2003 quartos. O hotel era realmente o máximo mesmo, enorme, com restaurantes, piscinas e o centro de convenções. Mas nem tudo são flores...

Fui contratada como recreation staff, o que para mim seria ótimo, iria trabalhar com recreação que é a minha área, faço educação física. Porém, chegando lá, percebi que o recreation, não era tão recreation como eu imaginava, e com certeza isso vai acontecer com muita gente, ir com uma expectativa e acabar se decepcionando. Na realidade o hotel tinha um escorregador de água, e o que a gente tinha que fazer era cuidar para que as crianças não fossem todas de uma vez. Ou seja, organizar uma fila. Nada atrativo para um trabalho. Mas na realidade era bem divertido. Na verdade todo mundo que trabalhava como recreation staff ficava o dia todo em volta das piscinas, super tranqüilo. Lembrando que a Flórida é a Bahia dos EUA, o clima é super agradável.

Resumindo eu trabalhava no water slide, era food running, levava comida da cozinha até o bar da piscina, arrumava o deck, colocando cadeiras no lugar, recolhendo toalhas sujas e repondo limpas. Também trabalhei no Activitie Center, cuidando das crianças e arrumando a piscina interna, dando chaves de armários e organizando algumas atividades recreativas para os hospedes. E ah!!! Até limpei banheiro e tirava o lixo, que eu odiava, me recusava a fazer no começo, coisas que nunca faria no Brasil. Aliás, terão muitas coisas que nunca faria no Brasil e lá vira rotina... não falando só de trabalho, mas festas, saídas, mas já é outra história...

Trabalhar na piscina foi um grande aprendizado. O nosso grupo de brasileiros era composto de 12 pessoas, conheci todos lá, e morávamos todos no mesmo condomínio. Cada uma foi para um setor do hotel, e na piscina haviam somente 3 brasileiros, que por sinal, raramente trabalhavam nos mesmos horários. O que foi ótimo pro meu inglês!! Que melhorou 100% pois era obrigada a falar, e a ouvir, e até atender o telefone, que era meu pesadelo no início, mas no final do programa virou totalmente normal.

Todo o pessoal da recreação era ótimo!!! Amei todos eles, me ajudaram muito em tudo, eram engraçados, e quando estava trabalhando ria o tempo todo. Eu pedi pra que me corrigissem quando falava errado, o que ajudou muito no inglês, eles me ensinaram várias gírias, expressões e, é claro, palavrões... A equipe era grande, cerca de 30 pessoas, e grande parte tinha a minha idade (24), entre 21 e 29 anos . Então saímos para barzinhos e algumas festas juntos.

Falando em festas, sai muito em Orlando, chegava a sair 6 a 7 dias por semana, e raramente gastava alguma coisa, e se gastava era pouco. Entrava nas baladas de graça, bebia de graça e sempre me diverti. Ah, se você é menor de 21 anos, e pensa em fazer tudo isso em Orlando, vai esquecendo, lá não entra em lugar nenhum com menos de 21, e se entrar, não pode beber! O que foi um problemão pra galera do meu grupo, alguns deles não podiam sair. Pois eles conferem a identidade em tudo, tudo mesmo, não é como no Brasil. Várias pessoas ficaram desapontadas, e um menino voltou um mês antes porque ele disse que não tinha o que fazer em Orlando, além dos parques.

Falando em parques, fui a Disney cerca de dez vezes e paguei uma única vez, e ainda foi menos da metade do preço. Isso mesmo, com o tempo os contatos vão aparecendo... Aliás, nunca paguei para ir a nenhum parque em Orlando, e fui a Universal, no Sea World, no Bush Gardens em Tampa... e outros menores... sempre consegui ingressos, mas na realidade eu era bem cara de pau!! Coisa que aconselho a todos: usem a cara de pau de vocês, vale a pena! Só no que economizei nos parques já paguei a minha viagem...

Em relação ao dinheiro, ninguém do meu grupo guardou dinheiro, depois fiquei sabendo através da agência, que o pessoal de Orlando foi o que menos conseguiu fazer isso no ano passado. Porém, as experiências, e tudo o que fizemos lá valeu a pena. Ganhávamos pouco, cerca de 7 dólares a hora e tivemos alguns problemas com o sponsor... A nossa casa era 100 dólares por semana, tinha três quartos, sendo uma suíte e morávamos em seis no apartamento. Que tinha tudo, e tudo novo. O condomínio era ótimo, com piscina, academia, quadras e bem localizado, fácil de pegar ônibus pra ir pra qualquer lugar da cidade.

Nos days off, sempre íamos aos outlets, e lá tudo e muito mais barato que aqui, roupas, calcados eletrônicos. Além de ir aos parques e de vários outros lugares. Orlando tem inúmeras opções! Mas você só vai saber disso se sair do mundinho dos brasileiros e tentar se misturar com outras pessoas.

Aliás, o meu intercambio foi muito diferente do meu grupo, eu saia quase todos os dias, fui a vários lugares, conheci gente do mundo inteiro, e meu inglês melhorou muito em conseqüência disso tudo. Para alguns do meu grupo, que ganhavam o mesmo salário, tiveram as mesmas oportunidades, não foi a mesma coisa. Foi o oposto. Realmente teve muita coisa que deu errado, mas acredito que a diferença está em como você vê as coisas. Eu via tudo como uma oportunidade, e foi o que aconteceu. Tive várias oportunidades...

Amei o meu intercambio em todos os sentidos, e mesmo quando estava triste, estava feliz. Viajei pela Florida, e fui para Nova York, New Jersey e Philadelphia e conheci pessoas maravilhosas! Alguns amigos foram pra Las Vegas, Colorado, outros optaram em comprar “horrores”...

Gostei tanto de tudo que resolvi ficar, pedi uma extensão e fiquei em Orlando ate julho deste ano. Nesse período várias outras coisas aconteceram. Confesso que não queria ter voltado e está bem difícil me readaptar ao Brasil, mesmo estando aqui a quase dois meses.

Acredito que cada um faz o seu intercambio, não importa pra onde você pretende ir, cidade grande, pequena, fria, ou a maravilhosa Flórida! As coisas só acontecem quando nós deixamos acontecer, é incrível isso, sou a prova do quanto as coisas foram atípicas para mim em relação ao resto do meu grupo. Sempre que precisei de algo, algo aconteceu!

Espero que todos “façam” um ótimo intercambio. E vivam tudo intensamente, como eu vivi.

Fernanda - contato: fer_nandac@yahoo.com.br

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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Escolhendo com quem morar

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Olá pessoal, tudo certo? Sentiram a nossa falta? Pois é, tivemos um problema sério de postagem no bog, fomos atrás da solução e finalmente conseguimos resolver, ufa! Sendo assim, vamos ao assunto de hoje. No post de hoje vou dar algumas dicas para vocês na hora de escolher com quem morar lá nos EUA durante o programa. Pode parecer besteira ou algo banal mas vocês vão ver que é um assunto muito sério.

Conheci pessoas que sofreram um stress muito forte durante o programa pela má convivência dentro de casa. As pessoas chegavam em casa para relaxar e adivinhem o que acontecia? stress, stress e stress. Depois de um dia difícil de trabalho, tudo o que você quer é descansar e repor as energias para o dia seguinte, por isso, escolher com quem você vai morar lá nos EUA é uma decisão muito importante.

Como vocês sabem, alguns empregadores oferecem housing individual, outros coletiva, outros não oferecem ficando de sua responsabilidade procurar por uma. É muito comum um grupo de amigos combinarem entre si para morarem juntos e dividirem uma casa durante o intercâmbio. Acho certo e muito válido fazer isso pois, você estará morando com pessoas amigas e de sua confiança. Mas e as pessoas que não vão em grupo e estão sem casa para morar? Muitas vezes elas se juntam com pessoas desconhecidas para dividir moradia e acabam se arrependendo depois. O grande problema é conseguir sair mais tarde se você mudar de idéia e quiser morar em outro local pois, você terá pago o depósito inicial (mesmo valor de um mês de aluguel que será devolvido apenas no final do contrato se não houver nenhum dano na propriedade) e não vai querer perdê-lo de bobeira. Outro detalhe é que as pessoas da casa não vão querer que você simplesmente saia sem conseguir um substituto, para não aumentar o valor do aluguel para elas. É muito comum a pessoa substituta pagar o valor do depósito inicial de volta para você.

Uma das coisas que atraem muito as pessoas para morarem e grupos grandes é o valor do aluguel. Sei de casos de pessoas que moraram em 10 e até 15 pessoas no mesmo lugar. Era colchão e cama inflável para todo canto da casa. Eles pagavam muito barato o aluguel, mas também pagavam um preço muito alto pela falta de privacidade. Além disso, os horários dessas pessoas eram muito diversificados, tinha gente que trabalhava de manhã e de tarde, outros no período noturno e sempre rolava um reclamação por barulho e alguns tinham problemas para dormir. Vale lembrar que nem tudo é ruim e o lado legal é que você vai conhecer bastante gente e vai fazer muita festa. Se você é do tipo que não se importa com a bagunça, falta de privacidade e quer mais é pagar barato mesmo, festar e fazer amizades, essa é a melhor escolha. Sem dúvida é muito barato dividir uma casa em várias pessoas. Isso gera uma boa economia no final do mês, mas como disse anteriormente, paga-se caro pela privacidade e organização. Se você é daqueles que gosta das coisas organizadas, detesta sujeira e tem o sono leve, hehehe, corra dessa situação e procure um lugar mais tranquilo.

Se você for com seu namorada(o), procure dividir moradia com outros casais, os interesses serão os mesmos e a convivência será bem melhor. Também conheci casais que se deram muito bem morando com o pessoal solteiro que só queria fazer festa. Claro que a idéia aqui desse post é passar para vocês o lado negativo para que vocês procurem evitar os erros que nós cometemos. Não existe um regra para essa situação e sim fatos que ocorrem de um modo geral e com mais frequência.

A grande dica é você evitar morar com muita gente e principalmente desconhecida. Procure colocar na balança e ver se o que vale mais a pena é o conforto e tranquilidade ou a grana. Procure também ser mais maleável e não pegar tanto nos detalhes no dia-a- dia no lar. Faça vista grossa quando tiver que fazer mas também cobre das pessoas quando tiver que cobrar. Divida as tarefas de casa para evitar confusões e buscar a melhor convivência possível. A nossa casa é um lugar de paz e descanso e não de intrigas e confusões, principalmente depois de um dia pesado de trabalho. Guardem muito bem essa dica com vocês. Um grande abraço a todos e até amanhã, sem nenhum problema técnico eu espero, hehe.

Leandro

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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Conta bancária nos EUA e o Dinheiro para a viagem

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Olá!

O post de hoje é de grande importância para todos que estão indo fazer o work and travel: como abrir uma conta bancária nos EUA e como levar o dinheiro para a viagem.

Como ninguém sabe como vai ser a moradia de cada um, com quem vai morar, não tem nada a ver guardar o dinheiro “embaixo do colchão”. Por isso, aqui vão algumas dicas referentes aos bancos norte-americanos e seu funcionamento.

Para abrir uma conta bancária é muito simples: você vai precisar de apenas de duas identidades com foto (pode ser ,por exemplo, o passaporte e a carteira de motorista do Brasil) e do Social Security Card.

O único problema para quem está indo fazer o work and travel pela primeira vez e por consequência, ainda não tem o Social Security Card, é que vai ter que esperar o Social ficar pronto. Na verdade, a maioria dos bancos usa esse procedimento padrão (requerer duas IDs + Social), porém, há bancos que pedem apenas o número do seu Social (e não o cartão) para abrir a conta. Ainda há casos, que você nem vai precisar do seu Social ou o número dele para abrir a conta, basta as duas IDs.

Uma coisa que vocês irão notar é que nos EUA, ao contrário do Brasil, não existem muitos bancos nacionais. A maioria dos bancos são locais. Os bancos nacionais mais conhecidos são o Wells Fargo e o Bank of America. Outra diferença dos bancos norte-americanos é quase todos não cobram taxas para a manutenção normal da conta. O banco oferece um cartão de débito que pode ser usado sem qualquer taxa também. Outra facilidade que você pode ter com uma conta bancária é que se você preencher no seu trabalho uma autorização, o seu empregador pode fazer o depósito direto em sua conta nos EUA e assim, você não precisa arranjar locais pra ter que descontar o seu paycheck.

Eu, particularmente, aconselho a abrir uma conta bancária em um banco nacional, pois será muito mais fácil de encontrar um caixa automático em qualquer local que você vá morar ou visitar.

Quanto ao dinheiro pra levar pra os EUA, a melhor opção é levar no Visa Travel Money (VTM), um cartão da Visa sem custo nenhum para você ter o cartão ou usar por lá, somente se você for sacar. O VTM é como se fosse um cartão pré pago que pode ser carregado em qualquer casa de câmbio no Brasil.

Uma outra opção para ser levado junto com você é o cartão de crédito internacional, mas aconselho que seja usado apenas para emergências, pois você vai comprar hoje com o dólar numa cotação e pagar em outro mês numa cotação que só Deus sabe...

E claro que além disso, é bom ter uma quantia em cash para taxi ou alguma comida...

Espero ter ajudado e até a próxima!

Amanda

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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

A influência dos imigrantes no Work and Travel

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Morando em Orlando pude ver como se fala espanhol nos EUA. Os estados mais ao sul do país são os que mais sofrem influência da língua. Devido a semelhança com o clima de suas cidades, muitos mexicanos e porto-riquenhos escolhem Miami, Orlando e outras cidades similares para viver. É impressionante como tem gente falando espanhol nas ruas, nos mercados, no metrô, etc. Confesso que fiquei um pouco assustado no começo mas depois de um tempo fui entendendo a realidade.

Comentei com vocês aqui no blog que os americanos não são muito fãs de fazer o trabalho mais pesado e mecânico, mas então quem faz? Os imigrantes fazem, e fazem muito bem. Nós também fazemos através do work and travel mas a realidade é pouco diferente. Nós trabalhamos mais com empregos relacionados ao turismo como estações de esqui, parques temáticos, etc. Os imigrantes levam a vida fazendo esse tipo de trabalho. Outra coisa que fiquei muito impressionado, foi com a rapidez com que as pessoas conseguem se estabilizar financeiramente. É muito tranquilo, depois de um tempo de trabalho, você comprar o seu carro, morar em um apartamento legal com coisas legais dentro dele, ter dinheiro para lazer e ainda sobrar uma grana para economizar e colocar na poupança. É justamente isso que atrai os imigrantes para os EUA, inclusive os ilegais também, e é ai que entra aquela famosa questão de, porque não se faz uma ação forte contra a ilegalidade e expulsam eles para fora do país? A grande verdade pessoal, é que os americanos fazem vista grossa para essa questão pois eles dependem muito deles. Muitos dizem que são os imigrantes que levam os EUA nas costas e que sem eles o país seria um loucura. Imaginem os americanos fazendo o que fazem os imigrantes? Realmente, depois de dois intercâmbios e de conhecer bem de perto essa realidade, não consigo imaginar isso.

Além de mexicanos e porto-riquenhos, preparem-se para conviver muito com peruanos, chilenos e argentinos. Para vocês terem uma idéia, os peruanos são os que mais enviam intercambistas para o work and travel. Conheci casos de pessoas que voltaram falando espanhol ao invés de inglês. Tomem muito cuidado com essa questão e procurem focar no inglês. Uns não se importam muito com isso, já outros se incomodam bastante e para esses, a minha sugestão é uma só: procurem cidades pequenas, mais frias e mais ao norte do país. Em todo lugar dos EUA você encontrará mexicanos e porto-riquenhos, mas com essa dica que dei para vocês, com certeza a proporção será menor.

Olhando pelo lado positivo, é muito legal conhecer gente de outros países, que é justamente uma das coisas mais interessantes que esse intercâmbio proporciona para nós. Procurem dosar as coisas e se envolver com os americanos também ok?

Espero que tenham gostado do post de hoje. Agora vamos aproveitar o espaço logo abaixo para discutir e tirar mais dúvidas. Abraço a todos!

Leandro

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quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Perspectiva do Work and Travel para esse ano

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Olá pessoal! A intenção da postagem de hoje é dar a vocês uma visão maior do que está rolando no work and travel e quais as expectativas para esse ano com toda essa crise acontecendo. Esse é um post que eu já vinha pensando em escrever há algum tempo. Muitas pessoas vinham me perguntando sobre essa questão e vi que ela merecia um dia para discutirmos a respeito.

A perspectiva para esse ano do work and travel eu acredito que será melhor do que a temporada passada. No ano passado tivemos o ápice de crise mundial. Muitas pessoas que foram com emprego garantido, ficaram sem trabalhar. Isso ocorreu por um simples fato, tivemos um decréscimo da demanda de trabalho devido a diminuição do turismo. Muitos americanos perderam seus empregos e os que não perderam cortaram a primeira atividade supérflua da família: o entretenimento.

Conversando com um amigo proprietário de uma agência aqui de Florianópolis, ele estava me dizendo que as inscrições para o programa caíram cerca de 40 a 50% esse ano. Os próprios empregadores diminuíram as ofertas de vagas. Ano passado alguns ofereciam 50, 60 vagas, nesse ano os mesmos estão oferecendo 20, 30 vagas. O que houve na realidade foi uma diminuição e adequação das vagas. Os empregadores viram a realidade do ano passado e solicitaram menos vagas. Por isso acredito que aquela loucura de chegar lá e ficar sem emprego não vai acontecer na escala que aconteceu no ano passado. Mesmo assim não aconselho ninguém a se aventurar indo pela primeira vez de idependent. Ano passado tive amigos que foram de independent e estavam na mesma fila disputando vaga de emprego para lavar prato em restaurantes junto com os americanos, acreditam?. Vai ser mais difícil conseguir second job? Sim, mas eu diria que não como no ano anterior. A economia está melhorando, as coisas estão se acalmando, mas nem por isso você vai sair se arriscando apenas para economizar alguns dólares pela diferença dos programas.

Espero que tenham entendido a questão da adequação da demanda pelos empregadores e com isso se sintam um pouco mais seguros e confortáveis em relação a essa questão.

Um grande abraço a todos e até amanhã!

Leandro

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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Dicas para fazer a Job Interview

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Olá!

Muitos de vocês que escolheram fazer job interviews através de feiras devem estar começando a se preparar para elas e, esse post tem o objetivo de ajudar para enfrentar este momento.

Para se preparar para a entrevista, antes de tudo informe-se sobre as vagas do empregador e sobre a empresa através do site da empresa, por exemplo e, se possível, tente falar com algum ex-participante e tire suas dúvidas com ele.

Revise seu currículo e leve uma cópia dele consigo no momento da entrevista.

Chegue a tempo! A impontualidade conta muitos pontos negativos!

Seja educado. Não masque chiclete, não fique olhando para o relógio e desligue o celular.

Use roupas adequadas: utilize o bom senso na hora de escolher a roupa. Não vista roupas informais demais, pois não custa melhorar um pouco o visual na hora da entrevista de emprego.

Não fale mal de seu empregador da temporada passada. Esta atitude é vista com maus olhos por 99% dos recrutadores.

Saiba o que perguntar! Como a entrevista é em inglês, é uma boa ter algumas perguntas preparadas que você deseja fazer para o seu entrevistador. Se o seu entrevistador abrir espaço para que você faça perguntas, e você não tiver nenhuma, isto pode passar uma imagem de desinteresse ou de desatenção.

Planeje e treine boas respostas! Tente antecipar as perguntas dos empregadores, como seus pontos fortes e fracos, ou a razão pela qual você deseja fazer o work and travel. Se você quiser dar uma olhada em possíveis perguntas e respostas para uma entrevista de trabalho, entre no site http://www.englishexperts.com.br/2008/08/11/entrevista-de-emprego-em-ingles-simulado-no-trabalho/ onde você vai encontrar um simulador de entrevista de trabalho em inglês para auxiliá-lo na sua preparação da entrevista.

E por fim, fique traquilo! Não é segredo pra ninguém que o nervosismo pode atrapalhar nos momentos decisivos e na entrevista de emprego não poderia ser diferente. Tente relaxar e demonstrar segurança e assim, você pode mostrar ao recrutador que você tem um bom nível de inglês e as características ideais para a vaga que você deseja!

Nas duas vezes que fiz o work and travel, eu fiz job interview para as vagas que eu desejava. As minhas duas entrevistas foram bem tranquilas, os recrutadores perguntaram pouquíssimas coisas (perguntaram sobre minhas características, minha família e por que eu queria fazer o work and travel).

Uma ótima entrevista de trabalho a todos! E até a próxima!

Amanda

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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Liberdade x Responsabilidade

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E aí galera! Tudo bem? Estamos recebendo com muito carinho a contribuição de vocês pra nossa próxima série e em breve vamos colocar aqui os depoimentos do pessoal que já foi e quis dividir conosco a experiência. Muito obrigada! Continuamos recebendo suas dúvidas, sugestões, depoimentos no nosso e-mail: usaherewego@gmail.com .
Hoje gostaríamos de comentar um pouco sobre a responsabilidade que você vai ter a partir do momento que for morar sozinho ou em grupo. Aqui no Brasil, provavelmente, você não faz idéia de como as coisas vão parar dentro da sua geladeira, ou como tem luz na sua casa e essas coisas assim. Lá a realidade é um pouco diferente... Você acaba sendo responsável por tudo isso: vai ao supermercado, tem que pagar as contas, em alguns casos a luz já está incluída no aluguel, mas você tem que pagar o aluguel.
Dependendo da forma como encarar isso tudo vai ser muito legal, porque pela primeira vez você vai sentir o gostinho da liberdade, de ver as coisas funcionar do seu jeito. A tentação de comprar só chocolate, sorvete, pizza e essas coisas no começo vai ser muito grande e existe uma grande chance disso realmente acontecer. Com o tempo você começa a sentir falta de comer alguma coisa de verdade e passa a dar mais valor aquele pãozinho com leite que insistiam em aparecer na sua geladeira aqui no Brasil e, como conseqüência, dar mais valor aos seus pais queridos que estão aqui sentindo a maior falta da gente.
O mais importante, na minha opinião, é nunca deixar atrasar nenhuma conta. Assim vocês terão o controle e não corre o risco de se perder nos números. Quanto mais pessoas no apartamento mais difícil de controlar isso, então o legal é ter uma pessoa responsável pra recolher o dinheiro e fazer o depósito. Sempre tem alguém mais interessado em fazer isso e pode parecer besteira, mas com a convivência do dia-a-dia acaba sendo super importante. Pode acreditar que, por detalhes muito menores, acaba saindo brigas sem tamanho, então o melhor mesmo é evitar esse tipo de desgaste.
A verdade é que a sua responsabilidade vai aumentar e isso vai ser muito bom pra você. Vai aprender muitas coisas com esse período, vai dar mais valor ao que tem aqui e quando voltar vai encarar tudo de uma forma diferente. Saber administrar o seu dinheiro é um grande desafio e o melhor de tudo vai ser quando você se der conta de que conseguiu fazer tudo numa boa e ainda voltou trazendo milhares de coisas legais. Vale a pena passar por essa experiência galera! Até a próxima!
Beijos, Antônia
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sábado, 5 de setembro de 2009

Preparando a sua cabeça para o trabalho duro

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Oi pessoal! Até agora falamos aqui de momentos maravilhosos que um intercâmbio proporciona pra todo mundo que participa do programa, viagens maravilhosas, novas amizades, resumindo, uma das melhores fases da sua vida. Isso tudo é verdade sim, mas não podemos deixar de lembrar a você que para manter o visto, seu vínculo de trabalho precisa ser mantido. Para que isso aconteça sem problemas nenhum é legal você ter em mente que, na maioria dos casos, o trabalha é braçal e cansativo.

As oportunidades de trabalho para os estudantes acontecem porque os americanos não querem colocar a mão na massa e acabam deixando o trabalho mais pesado pro povo que vem de fora, ou seja, nós. A nossa cabeça está voltada para as festas, as alegrias e muitas vezes nos decepcionamos com a vaga que vamos ocupar. Ficar horas em pé, agüentar o chefe chato, carregar peso, limpar privada, esfregar chão, arrumar cama dos outros, trabalhar enquanto os outros estão se divertindo... Não é uma tarefa muito fácil e tem muita gente que se frustra porque não tem idéia que vai encontrar isso por lá.

Na hora de vender os pacotes de intercâmbio nenhuma agência vai especificar o seu trabalho, mas existe uma grande chance de você cair em uma dessas funções que eu falei ali em cima. Assim que cheguei fiquei feliz da vida achando que estaria livre disso sendo caixa, mas na primeira semana já me colocaram no horário de fechamento, que tinha que limpar toda a lotérica (inclusive o banheiro imundo)...

Pra você conseguir encarar isso de forma mais tranquila vai depender muito do seu esforço pessoal. Acho que daí que vem o famoso amadurecimento que o intercâmbio te proporciona. Você tem que ir além dos seus limites muitas vezes pra encarar a rotina e ter forças pra quando chegar em casa encarar uma festa. A parte legal desse tipo de trabalho é que a partir do momento que você vira as costas não precisa, de forma alguma, ficar preocupado com ele. Você não vai levar trabalho nem preocupação pra casa, a não ser que faça alguma coisa errada (o que não recomendo de forma alguma hehe).

Saber que é apenas por um tempo que você vai se submeter aquilo também ajuda a superar as crises diárias de não ter vontade de ir trabalhar... E um detalhe (na minha opinião o mais importante), lá você ganha por horas trabalhadas, ou seja, na hora de receber um pay-check vai fazer muita diferença aquele dia que você estava revoltado com mundo e não quis ir trabalhar. Fica aqui uma dica: não leve pro lado pessoal o fato de estar fazendo um trabalho não muito legal, encare como mais uma diversão. Faça amizade com o pessoal pra tornar a rotina um pouco mais leve e lembre-se que em algumas horas você vai estar se divertindo muito e fazendo valer a pena cada dólar recebido. Não desanimem por isso galera, a experiência vale demais!!!!

Um grande beijo,

Antônia

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